| ivibras ( @ 2009-02-19 23:51:00 |
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Exclusivos
Alguém ainda me vai explicar a lógica de canais nacionais, privados, venderem a exclusividade das suas emissões a um operador/distribuidor de televisão. Casos como a SIC Mulher (que durante vários meses apenas estava disponível na TV Cabo), do Benfica TV (apenas disponível no Meo) ou do novo TVI 24 (apenas disponível na TV Cabo). Estes exclusivos estão limitados, por lei, a 12 meses mas, mesmo assim, deve haver uma lógica que me escapa.
A TV Cabo tinha, no final de 2008, mais de 1,5 milhões de clientes. O Meo, a 18 de Dezembro, anunciou que tinha ultrapassado os 300 mil clientes. Ora, o nosso mercado é, para não dizer outra coisa, uma merda. Somos um país pequeno, com poucos clientes. Se nos EUA qualquer porcaria que vendam tem clientes, cá a coisa é diferente. E com 3 canais em sinal aberto, mais a SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical, RTPN e mesmo outros canais de cabo, como Eurosport, Fox ou AXN a venderem o seu espaço para publicidade, será que desperdiçar clientes é um bom negócio?
O Benfica TV deita para o lixo, assim de repente, 1,5 milhões de clientes. Coisa pouca... O TVI 24 não quer saber de 300 mil clientes. E com o ritmo a que o Meo tem angariado clientes, quando o canal começar a emitir não me espantaria que estivessem próximo dos 400 mil. Serão boas decisões?
Para além da publicidade, há outro factor a ter em conta, que é a concorrência dos outros canais. Eu tenho Meo. Só daqui a 1 ano vou poder optar pelo TVI 24. Ou seja, a TVI, no meu caso, está a dar, à SIC Notícias e à RTPN, 12 meses para responderem à sua oferta. Será que vão ter algo de novo para mostrar quando as emissões chegarem ao Meo? Duvido...